Quando o meu peito se esvazia
é por nós que eu choro
Mesmo que não sejas tu
quem parte daqui agora
Tu brotas do espaço
Moras no meu silêncio
Na solidão dos dias claros
Amor é fardo
que não se nega, nêga
O tempo não volta pra quem desfaz da sua força
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
As visitas estarão por lá
Em sua sexta edição o projeto Poesia no Bar prepara uma noite especial. Desta vez, além da distribuição dos poemas impressos nos tradicionais marca textos, a poesia ganha corpo e alma na interpretação de seus próprios autores. O recital que comemora os 10 anos da Rádio Com terá transmissão ao vivo no prefixo 104.5 FM para Pelotas, e na rede pelo sítio www.radiocom.org.br.
O encontro reunirá grandes poetas da cena literária de Pelotas e região, contará também com a apresentação de um trio instrumental de Jazz formado por Celso Krause, Zé Ricardo e Popó.
O evento, que faz parte da programação de aniversário de 10 anos da Rádio Com 104.5 FM, terá início às 19 horas do dia 16 de junho, quinta-feira, no Pub do Clube Comercial, Rua Félix da Cunha, 663 – Centro – Pelotas/RS.
Ingressos: R$ 5,00 no local
Apoio: Bibliotheca Pública Pelotense, Sindicato dos Bancários de Pelotas, Sesc/RS e Confraria dos Poetas de Jaguarão
Patrocínio: Dagoberto Barcellos S/A e Explo
Realização: Núcleo Poesia no Bar
sábado, 4 de junho de 2011
Despir-se
Eu sou filha da viagem
Não te contei dessa maternidade?
Meu pai é estrada
e minha mãe já se vai tarde
quando o assunto é querer
o que se merece
Por estranho que pareça
feitora da minha cabeça
deu-me à luz a insanidade
Senhora do que será sabido
Linhagem de degenerescências
essa família supra-real
me educou mal.
Ensinaram que o rumo das fugas
vem dar cá dentro de nós
Que não há, portanto, onde se esconder
do que a vida tem por dela
Aprendi que a vontade fala por si só
E que não saber se se quer
já é não querer.
Mas o pior dos vícios de que me fizeram
- por me bem quererem, eu sei -
é esse de esperar dos corações alheios
a nudez em que se encontra o meu.
Não te contei dessa maternidade?
Meu pai é estrada
e minha mãe já se vai tarde
quando o assunto é querer
o que se merece
Por estranho que pareça
feitora da minha cabeça
deu-me à luz a insanidade
Senhora do que será sabido
Linhagem de degenerescências
essa família supra-real
me educou mal.
Ensinaram que o rumo das fugas
vem dar cá dentro de nós
Que não há, portanto, onde se esconder
do que a vida tem por dela
Aprendi que a vontade fala por si só
E que não saber se se quer
já é não querer.
Mas o pior dos vícios de que me fizeram
- por me bem quererem, eu sei -
é esse de esperar dos corações alheios
a nudez em que se encontra o meu.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Brique
Alguns destinos custam caro
Sabem muito bem disso
os imigrantes
forçados ou sonhadores
Os construtores de estradas
Alguns destinos custam o preço
de se esquecer o caminho
de se trocar a alma pelo que não é de se sentir
Sabem muito bem disso
os imigrantes
forçados ou sonhadores
Os construtores de estradas
Alguns destinos custam o preço
de se esquecer o caminho
de se trocar a alma pelo que não é de se sentir
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Rotas
Nem sempre eu fui tão criativa quanto
quando dos teus
os meus pés roubaram o chão
e o céu se virou
numa rua sem saída
Nem sempre eu fui tão criativa
ao ponto de te apresentar saídas
Ao ponto de te comprometer
uma vida
Ou te surpreender em verso
viva
Eu tinha uma flor que se esqueceu na feira
eu tinha um gosto que se perdeu no escuro
O calor é uma vontade
A saudade, esse tom anil
quando dos teus
os meus pés roubaram o chão
e o céu se virou
numa rua sem saída
Nem sempre eu fui tão criativa
ao ponto de te apresentar saídas
Ao ponto de te comprometer
uma vida
Ou te surpreender em verso
viva
Eu tinha uma flor que se esqueceu na feira
eu tinha um gosto que se perdeu no escuro
O calor é uma vontade
A saudade, esse tom anil
Terceira pessoa
Na falta de você
as conjugações acontecem
numa terceira pessoa
Ela estava
Ele estiva
Você
estado sólido
de completa liquidez
Musicado por Ricardo Petrucci Souto
as conjugações acontecem
numa terceira pessoa
Ela estava
Ele estiva
Você
estado sólido
de completa liquidez
Musicado por Ricardo Petrucci Souto
Santa Helena
Atentem!
De agora em diante
os versos que aqui rolarem
embolarão de tratar
apenas de la realidad
E da realidade prática do fazer do verbo
Eu realideio
Tu realideias
Ele realideia
Nós realidamos
Vós realide...
Vós reali...
Rea...
Caímos!
Dans la realité
Vous comprenez porquoi
realidad
c'est un verbe
de caída
entonces?
Parce que
seu limite é o assoalho do vazio
Se eu falasse teu idioma
vazaria
do amarelo desse riso
a compreensão das línguas esquecidas
De agora em diante
os versos que aqui rolarem
embolarão de tratar
apenas de la realidad
E da realidade prática do fazer do verbo
Eu realideio
Tu realideias
Ele realideia
Nós realidamos
Vós realide...
Vós reali...
Rea...
Caímos!
Dans la realité
Vous comprenez porquoi
realidad
c'est un verbe
de caída
entonces?
Parce que
seu limite é o assoalho do vazio
Se eu falasse teu idioma
vazaria
do amarelo desse riso
a compreensão das línguas esquecidas
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